Recomeçar sempre!
Buscar sempre o que aprender com quem pode e quer ensinar, repassar aos que ainda estão verdes em seu crescimento tem sido a vida deste modesto Almanaque. Nem sempre aqueles que sabem dispõem-se a dividir conosco seu precioso tempo. O ofício de professor nos mostra que o pouco que sabemos é muito (incomensuravelmente muito) perante alguns e terrivelmente medíocre à sombra de outros. Às vezes nos deparamos com alguns gênios que humildemente se postam ao nosso lado, e com uma simplicidade divina nos fazem saltar vários degraus em nossa singela evolução, enquanto que alguns “iluminados” nos desdenham e procuram apenas, vaidosamente, sugar a companhia dos mestres.
Com esta pequena reflexão, engasgada há algum tempo, retomamos nossas atividades almanaqueiras. Se Saramago falou, quem sou eu para não crer e ouvir? O conhecido escritor, roteirista, jornalista, dramaturgo e poeta português nos fala de uma pianista, com tanta admiração e respeito, que o almanaquinho coloca suas audições para nosso deleite nestes primeiros dias do ano.